sertanejo:

”Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fossemos de ferro.”

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”Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fossemos de ferro.”

via  sertanejo  (originally  ashame-d)
10 hours ago on 25 May 2012 ~ 10:15pm 10,330 notes
sertanejo:

Sinceramente? Certas pessoas eu preferia nem ter conhecido.

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Sinceramente? Certas pessoas eu preferia nem ter conhecido.

via  sertanejo  (originally  omeuveneno)
10 hours ago on 25 May 2012 ~ 10:15pm 25,654 notes
sertanejo:

O difícil é esquecer o passado, e seguir em frente, quando ele permanece no presente […]

sertanejo:


O difícil é esquecer o passado, e seguir em frente, quando ele permanece no presente […]

via  sertanejo  (originally  lifeonyou)
10 hours ago on 25 May 2012 ~ 10:13pm 409 notes
horadesonhar:

Há quem acredite em milagres. Há quem acredite em destino. Há quem acredite no acaso. Há quem acredite em opostos. E há quem não acredite em quase porra nenhuma e que ache que o infeliz nunca deveria ter entrado em sua vida, seja lá por qual motivo for. Faço mais o tipo da última opção. Aquele cara não deveria ter entrado na minha vida. Não mesmo! Tantas mulheres por aí jogando cartas de tarô, fazendo macumbas, indo atrás de cartomantes para ter um amor banal e, logo eu, que sempre quis me manter solitária, sem depender de ninguém, fechada para amores e contos de fadas, me vi amando-o feito louca. Porque virou amor até mesmo antes de virar amizade. Porque chegou tão de repente que nem deu pra controlar. Porque foi muito bom enquanto durou e eu não poderia pedir pra parar. Porque foi devastador. Foi diferente. Foi mágico - mesmo que nem em magia em acredite. E foi extremamente curto. Durou tão pouco que mal deu pra aproveitar. Foi finito, mesmo ele tendo jurado muitas noites que não seria. Foi um amor ridículo, desses puros e inocentes. Desses amores que não são recomendáveis, porque fazem mal pra alma. Fazem mal pra calma. Olhe como fiquei sem ele. Eu era tão feliz com a minha independência e minha auto-suficiência. Agora não passo de uma menina que tenta ser mulher só pra ver se fica mais forte. Não passo de uma menina que já não aguenta mais explicar o porquê de ser tão fria com todos. E eu tento, eu juro que tento explicar que doeu muito, que mexeu muito comigo, que marcou muito. Mas as pessoas acham que isso não é motivo pra eu ter virado esse quase monstro que sou agora. Eu vivi com ele tudo com muita intensidade. Foi muito amor. Muita espera. Muita saudade. Muita distância. Muito ciúmes. Muita felicidade imaginária. E agora eu sinto muita, muita, mas muita confusão sentimental. Não posso dizer que é uma dor, porque eu acho que qualquer dor seria capaz de doer menos que isso que sinto. Não posso dizer que estou decepcionada, porque eu acho que qualquer decepção vivida é menos desconfortante do que isso que tenho vivido. Não posso dizer que é ódio, porque eu acho que o quero bem. Talvez bem perto de mim, não sei. Eu já chorei muito por ele. Mas agora parece que nem as lágrimas me acalmam. As lágrimas salgadas conseguem até me irritar. Porque ao chorar, penso que estou sendo fraca. E eu quero parecer forte. Porque eu preciso ser forte. Porque eu preciso mostrar pra ele que sou forte. Eu preciso erguer minha cabeça e fingir que pra mim também foi diversão. Fingir que não houve - e principalmente que não há - nenhum rastro de amor da minha parte. Mas é difícil. Caralho, é difícil demais! Porque ainda há um negócio, que eu nem sei se posso chamar de amor, aqui do meu lado. Do meu lado de dentro. Dentro de mim. Porque é tão patético e masoquista que me faz pensar em outros nomes que não sejam “amor”. Porque eu me sacrifiquei por tanto tempo para darmos certo, mesmo sabendo que não haveria retorno algum. Porque, talvez, “amor” seja muito menos do que isso que eu sinto por ele. Vai ver, nem tenha nome. Mas eu sinto. É uma mistura de saudade com rancor com arrependimento com tristeza com sei-lá-o-quê. É uma vontade absurda de agarrar o braço dele e gritar que ele conseguiu me fazer, quase ao mesmo tempo, a mulher mais feliz e a mais infeliz do mundo. É um dom particular que só ele tem. É aquele sorriso bobo que me tira o fôlego, seguido de uma resposta mal dada que me tira uma lágrima. É a vontade de ganhar um abraço, seguida de uma vontade de me manter afastada, ereta e sem ele. Então, talvez o que eu sinta por ele, jamais ninguém sentirá.   (Marcela Jacob, HoraDeSonhar)

horadesonhar:

Há quem acredite em milagres. Há quem acredite em destino. Há quem acredite no acaso. Há quem acredite em opostos. E há quem não acredite em quase porra nenhuma e que ache que o infeliz nunca deveria ter entrado em sua vida, seja lá por qual motivo for. Faço mais o tipo da última opção. Aquele cara não deveria ter entrado na minha vida. Não mesmo! Tantas mulheres por aí jogando cartas de tarô, fazendo macumbas, indo atrás de cartomantes para ter um amor banal e, logo eu, que sempre quis me manter solitária, sem depender de ninguém, fechada para amores e contos de fadas, me vi amando-o feito louca. Porque virou amor até mesmo antes de virar amizade. Porque chegou tão de repente que nem deu pra controlar. Porque foi muito bom enquanto durou e eu não poderia pedir pra parar. Porque foi devastador. Foi diferente. Foi mágico - mesmo que nem em magia em acredite. E foi extremamente curto. Durou tão pouco que mal deu pra aproveitar. Foi finito, mesmo ele tendo jurado muitas noites que não seria. Foi um amor ridículo, desses puros e inocentes. Desses amores que não são recomendáveis, porque fazem mal pra alma. Fazem mal pra calma. Olhe como fiquei sem ele. Eu era tão feliz com a minha independência e minha auto-suficiência. Agora não passo de uma menina que tenta ser mulher só pra ver se fica mais forte. Não passo de uma menina que já não aguenta mais explicar o porquê de ser tão fria com todos. E eu tento, eu juro que tento explicar que doeu muito, que mexeu muito comigo, que marcou muito. Mas as pessoas acham que isso não é motivo pra eu ter virado esse quase monstro que sou agora. Eu vivi com ele tudo com muita intensidade. Foi muito amor. Muita espera. Muita saudade. Muita distância. Muito ciúmes. Muita felicidade imaginária. E agora eu sinto muita, muita, mas muita confusão sentimental. Não posso dizer que é uma dor, porque eu acho que qualquer dor seria capaz de doer menos que isso que sinto. Não posso dizer que estou decepcionada, porque eu acho que qualquer decepção vivida é menos desconfortante do que isso que tenho vivido. Não posso dizer que é ódio, porque eu acho que o quero bem. Talvez bem perto de mim, não sei. Eu já chorei muito por ele. Mas agora parece que nem as lágrimas me acalmam. As lágrimas salgadas conseguem até me irritar. Porque ao chorar, penso que estou sendo fraca. E eu quero parecer forte. Porque eu preciso ser forte. Porque eu preciso mostrar pra ele que sou forte. Eu preciso erguer minha cabeça e fingir que pra mim também foi diversão. Fingir que não houve - e principalmente que não há - nenhum rastro de amor da minha parte. Mas é difícil. Caralho, é difícil demais! Porque ainda há um negócio, que eu nem sei se posso chamar de amor, aqui do meu lado. Do meu lado de dentro. Dentro de mim. Porque é tão patético e masoquista que me faz pensar em outros nomes que não sejam “amor”. Porque eu me sacrifiquei por tanto tempo para darmos certo, mesmo sabendo que não haveria retorno algum. Porque, talvez, “amor” seja muito menos do que isso que eu sinto por ele. Vai ver, nem tenha nome. Mas eu sinto. É uma mistura de saudade com rancor com arrependimento com tristeza com sei-lá-o-quê. É uma vontade absurda de agarrar o braço dele e gritar que ele conseguiu me fazer, quase ao mesmo tempo, a mulher mais feliz e a mais infeliz do mundo. É um dom particular que só ele tem. É aquele sorriso bobo que me tira o fôlego, seguido de uma resposta mal dada que me tira uma lágrima. É a vontade de ganhar um abraço, seguida de uma vontade de me manter afastada, ereta e sem ele. Então, talvez o que eu sinta por ele, jamais ninguém sentirá.   (Marcela Jacob, HoraDeSonhar)

via  horadesonhar  (originally  horadesonhar)
2 days ago on 23 May 2012 ~ 9:18pm 117 notes
sertanejo:

O segredo pra não se decepcionar, é não esperar nada de ninguém.

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O segredo pra não se decepcionar, é não esperar nada de ninguém.

via  sertanejo  (originally  poeta-do-infinito)
2 days ago on 23 May 2012 ~ 4:00pm 3,827 notes
via  horadesonhar  (originally  in-cansable)
2 days ago on 23 May 2012 ~ 1:51pm 32,162 notes
horadesonhar:

Eu queria saber se nossas lembranças também invadem sua mente nas noites frias. Porque agora, meu amor, nesse horário, era pra nós estarmos no telefone, rindo de qualquer coisa idiota e dizendo que seríamos felizes para sempre. Estaríamos falando sobre qualquer bobagem, você se preocuparia com a minha tosse constante e eu riria das idiotices que seu irmão ficaria falando pra você, no fundo. Mas não estamos no telefone. Nós não nos falamos mais. E eu cansei de correr atrás, me desculpe. Peço para que, por favor, se canse também. Ou não. Peço para que se decida, é isso. Se quer continuar assim, frio, sentindo amor por outra, então me deixe te esquecer quietinha. Me deixa tentar te esquecer. Não volte quando eu estiver feliz. Não me ligue quando eu estiver numa festa. Não me peça para ficar em casa, enquanto sei que você estará na casa de uma outra mulher. Ou volte a ser meu, ou deixe com que eu seja de outro. Porque eu cansei de te ter pela metade. Aceitei isso por muito tempo, mas agora já não aguento mais. As lágrimas, praticamente, se esgotaram. Eu chorei durante cinco meses, todas as noites e algumas tardes, também. Eu chorei ao ver o que você postava nas redes sociais. Eu chorei ao te ligar e ouvir a voz de outra te chamando de “meu amor” no fundo. Eu chorei ao você desligar o telefone para poder tomar banho e sair com ela. Eu chorei ao perceber que você já não se preocupava com a minha gripe, com meu choro, com meus problemas, com minha tosse, com meu frio, comigo. E você não ligou pra nada disso. Eu chorei por cinco meses e você disse que eu era exagerada. Nossa, querido, se ser exagerada é chorar porque um imbecil arranjou uma namorada no terceiro dia de afastamento, após dizer, por quase um ano, que te amava mais que tudo… Sim, eu sou exagerada pra caralho! E você está pouco se lixando pra isso, eu sei. Você deve estar pensando no presente que dará pra ela, afinal, o dia dos namorados está chegando. Eita datinha maldita! As fotos de vocês estarão por todas as redes sociais e o seu sorriso entregará o quão feliz você está. Mas, olha, eu tenho certeza que ela vai te dar uma dessas coisinhas clichês que se compra em qualquer loja de bugigangas. Eu queria vê-la quebrando a cabeça para pensar em algo inédito, inesperado, surpreendente. Eu já teria seu presente em mente, caso eu fosse sua namorada. Mas não, amor, não é inveja. Te juro, se quiser. Eu só queria que você soubesse que eu faria qualquer coisa para que nós tivéssemos dado certo. Eu enfrentaria tudo, eu cortaria o cabelo, ouviria pagode de vez em quando, seria menos dramática, menos fria, menos receosa. Eu seria mais sua. Mais sua do que qualquer outra coisa nessa vida. Eu fui sua. Eu fui toda sua. Mas não foi o bastante, então eu tentaria ser mais, fazer mais, não sei. Eu tentaria fazer com que você sentisse só um pouquinho desse amor louco que sinto por você. Eu sei que você nunca faria nada disso por mim. Sei que pra você, eu nunca fui importante. Sei que meu cabelo, minhas roupas, meus sonhos, nunca te importaram. Não precisa mentir, eu sei que era tudo muito entediante. Vai ver, você nem gostava daqueles filmes melodramáticos que eu escolhia para vermos juntos, por isso você sempre pegava no sono. Mas, olha, eu já vi filmes de luta, já joguei futebol, já provei um suco de sabor horrível, já me arrisquei na cozinha e até fiz pipoca com manteiga. Tudo isso por você. Tudo isso pra você. E você fez o que por mim? Nada! Você nunca fez nada. Eu sempre me contentei com sua simples presença, com seu simples olhar, com suas simples palavras bobas que me tiravam sorrisos frouxos. Mas, poxa, amor, eu me cansei. Não de você, nem de nós. Eu só me cansei dessa situação toda. Desse amor quase não-recíproco, dessa espera tão doída, desse choro diário, dessas noites maldormidas. Eu me cansei de me entregar de corpo e alma e não receber nada em troca. Nem seu carinho, nem sua espera, nem nada. Você está com outra e é isso o que mais me dói. Você não foi capaz de esperar os lençóis da sua cama esfriarem e já logo colocou outra para dormir no meu lugar. Você não foi capaz de esperar com que eu retirasse aquelas meias velhas e sem pares da sua gaveta quebrada e já logo a deixou encher a gaveta de minissaias, daquelas que conseguem ser menores que o cérebro da mesma, por incrível que pareça. Não é por nada, mas vai lá, tenta conversar com ela sobre a economia dos Estados Unidos. Não que eu seja inteligente, culta ou coisas do tipo, não é nada disso. Mas, sei lá, querido, ela não é pra você. Ela respira fofura e isso me irrita. Isso deveria te irritar também. Você sempre gostou do meu jeito antipático, cínico, irônico. Olhe pra ela. Não sabe disfarçar, não sabe ser seca, não sabe nada. Sou muito mais minhas grosserias moderadas do que a futilidade estampada dela. Ela não faz seu tipo, amor. Não faz mesmo! Mas isso já não é mais da minha conta, eu sei. Queria te dizer que nem suas camisas legais estão mais comigo. Se as quiser de volta, vá até o bazar da esquina de cima. Eu vendi todas por uma quantia tão baixa, mas que chega a valer mais que você. Afinal, qualquer coisa tem valido mais que você. E mesmo assim, eu, burra, surda e estúpida, continuo te querendo. Mesmo que eu já não demonstre, ainda te quero de um modo absurdo. E eu só lamento por você não ter percebido isso enquanto era tempo. Agora já não dá mais, mesmo que você queira. É, eu sei que você não vai querer voltar atrás, mas mesmo se quisesse, digo. Mesmo se você me quisesse, eu diria que agora já é tarde. Já fiz muito por nós, já dei muito trabalho aos amigos com minhas insônias irritantes, já debrucei no colo da minha mãe e chorei, chorei, chorei até pegar no sono. Eu já fiz muita merda só pra te ter colado em mim. Mas agora, eu sinto muito por não termos dado certo. Te juro que fiz o possível. Tentei fazer com que sentíssemos amor na mesma intensidade até perder as forças. Tentei acreditar nas suas falsas verdades, nas suas desculpas bobas, nas suas chantagens emocionais. E olha, acreditei! Eu fui boba e acreditei por uns instantes. Mas logo vi que pra você nada é tão sério, nada é tão sincero, nada é tão real. E pra mim, querido, nada é tão infinito que não se acabe. Sim, acabaram-se minhas forças. Repito: acabaram-se minhas forças, não meu amor.  (Marcela Jacob, HoraDeSonhar)

horadesonhar:

Eu queria saber se nossas lembranças também invadem sua mente nas noites frias. Porque agora, meu amor, nesse horário, era pra nós estarmos no telefone, rindo de qualquer coisa idiota e dizendo que seríamos felizes para sempre. Estaríamos falando sobre qualquer bobagem, você se preocuparia com a minha tosse constante e eu riria das idiotices que seu irmão ficaria falando pra você, no fundo. Mas não estamos no telefone. Nós não nos falamos mais. E eu cansei de correr atrás, me desculpe. Peço para que, por favor, se canse também. Ou não. Peço para que se decida, é isso. Se quer continuar assim, frio, sentindo amor por outra, então me deixe te esquecer quietinha. Me deixa tentar te esquecer. Não volte quando eu estiver feliz. Não me ligue quando eu estiver numa festa. Não me peça para ficar em casa, enquanto sei que você estará na casa de uma outra mulher. Ou volte a ser meu, ou deixe com que eu seja de outro. Porque eu cansei de te ter pela metade. Aceitei isso por muito tempo, mas agora já não aguento mais. As lágrimas, praticamente, se esgotaram. Eu chorei durante cinco meses, todas as noites e algumas tardes, também. Eu chorei ao ver o que você postava nas redes sociais. Eu chorei ao te ligar e ouvir a voz de outra te chamando de “meu amor” no fundo. Eu chorei ao você desligar o telefone para poder tomar banho e sair com ela. Eu chorei ao perceber que você já não se preocupava com a minha gripe, com meu choro, com meus problemas, com minha tosse, com meu frio, comigo. E você não ligou pra nada disso. Eu chorei por cinco meses e você disse que eu era exagerada. Nossa, querido, se ser exagerada é chorar porque um imbecil arranjou uma namorada no terceiro dia de afastamento, após dizer, por quase um ano, que te amava mais que tudo… Sim, eu sou exagerada pra caralho! E você está pouco se lixando pra isso, eu sei. Você deve estar pensando no presente que dará pra ela, afinal, o dia dos namorados está chegando. Eita datinha maldita! As fotos de vocês estarão por todas as redes sociais e o seu sorriso entregará o quão feliz você está. Mas, olha, eu tenho certeza que ela vai te dar uma dessas coisinhas clichês que se compra em qualquer loja de bugigangas. Eu queria vê-la quebrando a cabeça para pensar em algo inédito, inesperado, surpreendente. Eu já teria seu presente em mente, caso eu fosse sua namorada. Mas não, amor, não é inveja. Te juro, se quiser. Eu só queria que você soubesse que eu faria qualquer coisa para que nós tivéssemos dado certo. Eu enfrentaria tudo, eu cortaria o cabelo, ouviria pagode de vez em quando, seria menos dramática, menos fria, menos receosa. Eu seria mais sua. Mais sua do que qualquer outra coisa nessa vida. Eu fui sua. Eu fui toda sua. Mas não foi o bastante, então eu tentaria ser mais, fazer mais, não sei. Eu tentaria fazer com que você sentisse só um pouquinho desse amor louco que sinto por você. Eu sei que você nunca faria nada disso por mim. Sei que pra você, eu nunca fui importante. Sei que meu cabelo, minhas roupas, meus sonhos, nunca te importaram. Não precisa mentir, eu sei que era tudo muito entediante. Vai ver, você nem gostava daqueles filmes melodramáticos que eu escolhia para vermos juntos, por isso você sempre pegava no sono. Mas, olha, eu já vi filmes de luta, já joguei futebol, já provei um suco de sabor horrível, já me arrisquei na cozinha e até fiz pipoca com manteiga. Tudo isso por você. Tudo isso pra você. E você fez o que por mim? Nada! Você nunca fez nada. Eu sempre me contentei com sua simples presença, com seu simples olhar, com suas simples palavras bobas que me tiravam sorrisos frouxos. Mas, poxa, amor, eu me cansei. Não de você, nem de nós. Eu só me cansei dessa situação toda. Desse amor quase não-recíproco, dessa espera tão doída, desse choro diário, dessas noites maldormidas. Eu me cansei de me entregar de corpo e alma e não receber nada em troca. Nem seu carinho, nem sua espera, nem nada. Você está com outra e é isso o que mais me dói. Você não foi capaz de esperar os lençóis da sua cama esfriarem e já logo colocou outra para dormir no meu lugar. Você não foi capaz de esperar com que eu retirasse aquelas meias velhas e sem pares da sua gaveta quebrada e já logo a deixou encher a gaveta de minissaias, daquelas que conseguem ser menores que o cérebro da mesma, por incrível que pareça. Não é por nada, mas vai lá, tenta conversar com ela sobre a economia dos Estados Unidos. Não que eu seja inteligente, culta ou coisas do tipo, não é nada disso. Mas, sei lá, querido, ela não é pra você. Ela respira fofura e isso me irrita. Isso deveria te irritar também. Você sempre gostou do meu jeito antipático, cínico, irônico. Olhe pra ela. Não sabe disfarçar, não sabe ser seca, não sabe nada. Sou muito mais minhas grosserias moderadas do que a futilidade estampada dela. Ela não faz seu tipo, amor. Não faz mesmo! Mas isso já não é mais da minha conta, eu sei. Queria te dizer que nem suas camisas legais estão mais comigo. Se as quiser de volta, vá até o bazar da esquina de cima. Eu vendi todas por uma quantia tão baixa, mas que chega a valer mais que você. Afinal, qualquer coisa tem valido mais que você. E mesmo assim, eu, burra, surda e estúpida, continuo te querendo. Mesmo que eu já não demonstre, ainda te quero de um modo absurdo. E eu só lamento por você não ter percebido isso enquanto era tempo. Agora já não dá mais, mesmo que você queira. É, eu sei que você não vai querer voltar atrás, mas mesmo se quisesse, digo. Mesmo se você me quisesse, eu diria que agora já é tarde. Já fiz muito por nós, já dei muito trabalho aos amigos com minhas insônias irritantes, já debrucei no colo da minha mãe e chorei, chorei, chorei até pegar no sono. Eu já fiz muita merda só pra te ter colado em mim. Mas agora, eu sinto muito por não termos dado certo. Te juro que fiz o possível. Tentei fazer com que sentíssemos amor na mesma intensidade até perder as forças. Tentei acreditar nas suas falsas verdades, nas suas desculpas bobas, nas suas chantagens emocionais. E olha, acreditei! Eu fui boba e acreditei por uns instantes. Mas logo vi que pra você nada é tão sério, nada é tão sincero, nada é tão real. E pra mim, querido, nada é tão infinito que não se acabe. Sim, acabaram-se minhas forças. Repito: acabaram-se minhas forças, não meu amor.  (Marcela Jacob, HoraDeSonhar)

via  horadesonhar  (originally  horadesonhar)
2 days ago on 23 May 2012 ~ 1:47pm 29 notes
via  sertanejo  (originally  twititah)
2 days ago on 23 May 2012 ~ 1:45pm 6,639 notes
sertanejo:

 Que demore, mais venha e que seja tudo aquilo que eu sonhei. 

sertanejo:

 Que demore, mais venha e que seja tudo aquilo que eu sonhei

via  sertanejo  (originally  cristienecastro)
2 days ago on 23 May 2012 ~ 1:40pm 21,882 notes
via  umcora--odecepcionado  (originally  tornou-insano)
6 days ago on 19 May 2012 ~ 4:09pm 438 notes